Teve início hoje, quinta-feira, 23 de Outubro, o XI Colóquio da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto (FCS-UAN), sob o tema “50 anos da Independência de Angola: Reflexões e Contribuições das Ciências Sociais”.
O evento, que decorre no anfiteatro principal da FCS, reúne dezenas de docentes universitários, investigadores e estudantes de várias instituições de ensino superior do País, num espaço de debate académico e partilha de conhecimento sobre a história e os desafios contemporâneos de Angola.
A sessão de abertura contou com palavras de boas-vindas e o discurso inaugural do decano da Faculdade, Professor Doutor Luiekakio Afonso, que também apresentou um breve percurso histórico da FCS. O momento marcou o início de um programa diversificado, que combina conferências, painéis temáticos e momentos culturais, reafirmando o papel das Ciências Sociais na compreensão do desenvolvimento nacional.
O colóquio arrancou com duas conferências inaugurais. A primeira, proferida pelo Professor Doutor Engenheiro João Sebastião Teta, ex-reitor da Universidade Agostinho Neto, abordou “O Papel da FCS para o Desenvolvimento Sustentável de Angola na Era da Globalização”. Seguiu-se o Professor Doutor José Octávio Serra Van-Dúnem, que apresentou a conferência “Ciências Sociais: Ponto de chegada, ponto de partida”, num painel moderado pelo Mestre Frederico E. Satumbo.
Na continuidade dos trabalhos, o primeiro painel, dedicado à “Independência e diversidade sociocultural”, reuniu diferentes abordagens sobre as narrativas da descolonização, a diversidade étnica e cultural, bem como os impactos da identidade social e psicológica na sociedade angolana.
Os temas foram apresentados por académicos como a Dra. Inês Amaral, o Prof. Dr. Supriano Dembe, o Prof. Dr. Matos Enoque e o Prof. Dr. Alexandre Faustino, cujas intervenções suscitaram amplos debates.
A sessão prosseguiu com apresentações de outros investigadores, entre os quais o Mestre Hamilton Sebastião, que analisou “A colonialidade e os 50 anos de independência de Angola”, e o Mestre Virgílio Coelho, que abordou “A classificação etnográfica dos povos de Angola no período pós-independência (1975–2025)”.
Para o fim, conforme a ordem do programa em posse do Gazeta do Estudante, o colóquio seguiu com a conferência do Mestre David Capelenguel, intitulada “Angola: Rupturas e Continuidades – A versão Kuvale e a produção do estatuto social Kimbar”.
Por: Sebastião António



