Ciências Sociais em debate: FCS-UAN revisita 50 anos de independência no XI Colóquio

A Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto (FCS-UAN) realiza, nos dias 23 e 24 de Outubro, o seu XI Colóquio, subordinado ao tema “50 anos da Independência de Angola: Reflexões e Contribuições das Ciências Sociais”, segundo nota enviada ao Gazeta do Estudante.

Em dois dias, o certame vai reunir várias dezenas de académicos, entre docentes e estudantes, para, em cinco painéis discutir, dentro do tema central, assuntos ligados à diversidade sociocultural; sociabilidade, ordenamento e a políticas demográficas; à ética, governação e seu impacto psico-social; comunicação, memória colectiva e unidade nacional; paz e desenvolvimento. 

“Cada uma das áreas de conhecimento da FCS-UAN poderá trazer valiosas contribuições que permitirão o aprofundamento das diversas temáticas propostas, para se compreender as contribuições das Ciências Sociais durante os 50 anos de independência e encontrar caminhos para melhor solução aos problemas que se vive nos diversos sectores do País”, lê-se no comunicado citado. 

Cinco Painéis para múltiplas abordagens

O respectivo Colóquio vai debater, de início, o tema Independência e diversidade sociocultural, que integra matérias específicas como Memórias do dia da independência;  As comunidades étnicas e sua classificação na sociedade angolana no período pós-independência;  A diversidade sociocultural, um património para se preservar. 

De acordo com o programa consultado pelo Gazeta do Estudante, o objectivo do primeiro painel repousa na necessidade de se compreender os marcos alcançados em termos de conquistas, tendo em conta os diferentes indicadores que remetem à discussão da paz, reconciliação nacional e desenvolvimento sustentável. 

“Neste período, a diversidade sociocultural como factor determinante da estruturação do povo angolano permite aprofundar o debate em torno das mutações ocorridas na sociedade angolana. Neste âmbito, os estudiosos, os analistas e a comunidade académica em geral são convidados a contribuir com o seu saber”, lê-se. 

O segundo painel, com o tema “Coesão social, gestão territorial e políticas demográficas”, foca-se na explosão populacional, desafios de ordenamento do território e os impactos da urbanização desordenada. 

Em síntese, o painel tenciona discutir matérias como Distribuição espacial da população angolana; O acelerado crescimento da população angolana: causas e consequências; Nova Divisão Político-Administrativa: desafios e oportunidades; Dinâmica social e sociabilidade nos bairros periféricos; A caracterização da sociedade angolana nos 50 anos da independência: raça, estruturas e classes sociais e o contributo destas para o desenvolvimento; Equidade: género e conhecimento.

O terceiro painel, sobre “Ética, governação e seu impacto na sociedade”, aborda a ética na administração pública, combate à corrupção, gestão de empresas na era digital e as consequências da burocracia. Uma reflexão sobre como a moral institucional pode influenciar o bem-estar social.

No quarto painel, o XI Colóquio da FCS-UAN vai analisar o papel da comunicação e da preservação da memória colectiva na consolidação da identidade nacional e na promoção da inclusão e do diálogo intercultural.

O painel integra temáticas como a comunicação intercultural na superação de barreiras e promoção da inclusão;  o diálogo como ferramenta eficaz para resolução de conflitos;  a gestão e preservação da memória colectiva;  Acesso à Informação: democratização do conhecimento no acesso à informação.

O último painel, sobre Paz e desenvolvimento, será um debate aberto e multidisciplinar, com o objectivo de analisar os ganhos e desafios da paz sob diferentes lentes das Ciências Sociais, destacando o papel do ser humano como pilar do desenvolvimento sustentável.

“A paz e o desenvolvimento são elementos intrinsecamente relaccionados, supõe, por isso, uma visão global do homem e da humanidade, que envolve o reconhecimento segundo o qual o homem é de facto o garante da paz que passam pela erradicação da pobreza, investimentos sustentáveis na educação, saúde, a fim de promover o bem-estar social, acabando por transcender ao desenvolvimento na sua esfera ampla de actuação”, explica o documento.

Gazeta do Estudante

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